Vitória por 3 a 1 sobre o Fluminense dá o hepta ao Corinthians

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O Corinthians tornou-se nesta quarta-feira o maior campeão brasileiro do século. Com a vitória por 3 a 1 diante do Fluminense, no Itaquerão, a equipe faturou o seu sétimo título nacional. Ninguém ganhou mais taças do Brasileiro do que o clube do Parque São Jorge desde 2001. No período, foram quatro conquistas (2005, 2011, 2015 e 2017). O Corinthians também passa a ser o maior campeão da era dos pontos corridos do Nacional, deixando para trás São Paulo e Cruzeiro, com três títulos cada.

A conquista desta quarta-feira marca a década mais vitoriosa da centenária história do time alvinegro. A partir de 2007, quando foi rebaixado para a Série B do Campeonato Brasileiro, o Corinthians faturou nada menos do que dez títulos: Copa do Brasil (2009), Brasileiro (2011, 2015, 2017), Paulista (2009, 2011 e 2017), Libertadores (2012), Mundial (2013) e Recopa (2013).

O Corinthians, que começou a temporada desacreditado, chamado pejorativamente de quarta força do Estado, termina o ano com dois títulos (conquistou o Paulistão em maio) e como o melhor time do Brasil. A vitória desta quarta-feira, suada e sofrida, como a maior parte dos triunfos da equipe ao longo ao ano, coroa uma campanha incontestável. O Corinthians assumiu a liderança do campeonato na quinta rodada e desde então não foi mais alcançado.

Se falta talento ao elenco, o Corinthians se destacou pela aplicação tática e espírito de luta. Como a Fiel tanto gosta. Nesta quarta-feira, por exemplo, a equipe conseguiu a sua primeira virada no campeonato e não mostrou desespero durante o tempo em que ficou atrás do placar. O herói da conquista foi Jô que, ao marcar dois gols, não apenas garantiu a vitória como também se isolou na artilharia do campeonato com 18 gols.

O Fluminense até que tentou jogar um balde de água fria na empolgação da torcida corintiana logo no primeiro minuto de jogo quando Henrique abriu o placar após cobrança de escanteio de Marcos Júnior. Mas aí veio o segundo tempo e a história do jogo mudou completamente. Com três minutos, o Corinthians já vencia por 2 a 1. Carille substituiu o inoperante por Jadson, mas coube à dupla Jô e Clayson comandar a virada.

Aos 50 segundos, Clayson colocou a bola na cabeça de Jô, que só escorou para o fundo da rede. Nem deu tempo de o Flu se recuperar do gol e, dois minutos, veio o segundo gol. Clayson tentou o cruzamento, a bola bateu no travessão e, no rebote, Jô marcou mais um de cabeça.

A virada logo no início do segundo tempo garantiu alívio aos jogadores. Nas arquibancadas, euforia. A Fiel explodiu de emoção com gol. Seguro, o Corinthians não correu riscos e soube suportar a pressão do Flu. Já perto do fim do jogo, aos 37, Jadson acertou a trave. Dois minutos depois, o meia calibrou o pé e fez o gol que sacramentou a vitória alvinegra.

Agora, o Corinthians iniciará um novo ciclo em 2018. Heptacampeão brasileiro, partirá em busca da Copa Libertadores.

Torcida do Corinthians abraça o time

Heitor Carvalho
Comemoração da torcida corinthiana na avenida Getúlio Vargas, em Bauru

Foram 1.124.214 ingressos vendidos no ano, 714.112 deles no Campeonato Brasileiro. Em sua terceira temporada completa no estádio Itaquerão, em São Paulo, o Corinthians estabeleceu ainda mais sua força como mandante. Assim como em outros episódios marcantes de sua história, a torcida protagonizou mais uma invasão. Desta vez, ela se deu nas próprias dependências do clube.

As incertezas sobre o elenco fizeram com que o estádio registrasse seus piores públicos no começo do ano, chegando próximo dos 10 mil pagantes. No entanto, depois da vitória contra o Palmeiras no Campeonato Paulista, em fevereiro, o torcedor não abandonou mais o time. O ponto alto desta sinergia aconteceu no primeiro final de semana deste mês, antes do clássico contra o Palmeiras, pela 32.ª rodada.

Na véspera do dérbi, 32 mil corintianos tomaram as arquibancadas do Itaquerão para apoiar o time. No dia do jogo, 46.090 torcedores quebraram o recorde de público do estádio e empurraram o líder para dentro do adversário: 3 a 2. “Acho que a torcida foi maravilhosa. Foi ela que deu o pontapé inicial, que foi empurrar desde o treino. 32 mil pessoas! Nunca vi isso na minha vida. Veio apoiar e o time correspondeu”, disse Jô após o clássico.

Tudo isso aconteceu durante o pior momento do time na temporada, ainda tentando melhorar a campanha ruim do returno e vendo crescer a sombra do rival na segunda colocação.

Cerca de uma semana antes, 10 membros da Gaviões da Fiel, maior torcida organizada do clube, estiveram no CT Joaquim Grava para conversar com os jogadores. Ao contrário de ocasiões passadas, quando o tom era de cobrança e ameaça, naquele encontro os uniformizados demonstraram suporte ao grupo, garantindo apoio durante o período de instabilidade. “A torcida na Inglaterra não é a mesma coisa. Lá, só batem palma. Aqui, o torcedor é apaixonado, joga junto”, testemunhou Kazim. “Algumas pessoas compram o ingresso, mas não têm comida em casa. Isso não é normal”, completou o turco.

Enquanto o time retribui o apoio, a gestão do Itaquerão trabalha para fortalecer o vínculo dos corintianos com o estádio. Neste ano, foram inaugurados o “Tour da Arena”, que já recebeu mais de 32 mil visitantes, e o “Esquenta da Fiel”, evento feito no estacionamento.

Desde que foi inaugurado, o Itaquerão já foi palco de dez mosaicos diferentes. A organização dos desenhos é feita pela própria administração do estádio, que define a data da apresentação e a mensagem. Feito o mapeamento dos assentos, de 60 a 100 pessoas entram em ação para posicionar as molduras nas cadeiras corretas. Segundo a organização, no clássico contra o Palmeiras, quando foi escrito “Bicampeão Mundial 2000-12″, 24 mil placas foram usadas, além de três bandeirões, dois deles içados por cordas a partir da cobertura do setor leste.

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Fonte: jcnet.com.br – https://www.jcnet.com.br/Esportes/2017/11/vitoria-por-3-a-1-sobre-o-fluminense-enlouqueceu-arena-itaquera.html

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