Troca de válvula cardíaca via cateter

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 Esse procedimento não requer centro cirúrgico, é feito na sala
                       de cateterismo e a recuperação é extremamente mais rápida

André Saab Médico cardiologista – CRM 82950, sócio proprietário da Yallon Clínica Médica. Membro efetivo da American Heart Association e da European Society of Cardiology.

As doenças das válvulas cardíacas são relativamente frequentes nas pessoas de mais
idade. A principal delas é a Estenose de Válvula Aórtica, que acomete mais de 5%
das pessoas acima de 75 anos.
Esse processo se inicia lentamente com o enrijecimento dos folhetos da válvula, seguido do colabamento entre os mesmos e de calcificação. Isso vai diminuindo o orifício valvar e impedindo gradativamente a saída de sangue de dentro do coração para todo corpo. Lembrando que a válvula aórtica é a válvula de saída do coração.
A princípio, o coração reage muito bem e o paciente praticamente não tem sintoma
algum. Muitas vezes, o problema é diagnosticado em consultas simples de check-up,
quando o cardiologista já identifica algum sopro.

Tratamento convencional
Com o passar dos anos, essa estenose tende, na maioria dos casos, a se tornar mais
severa, chegando o orifício valvar estar tão pequeno, que impede que o fluxo sanguíneo que por ali sai, seja suficiente para manter as condições mínimas do funcionamento do corpo. Então aparecem os sintomas: vertigens, dor no peito, sufocamento e fraqueza geral. Como se trata de um problema físico (válvulas que se colaram), o tratamento
medicamentoso é muito escasso, trazendo pouca ajuda.
O tratamento definitivo e de escolha é a troca da válvula por válvulas artificiais via cirurgia torácica. Ou seja, com a abertura do tórax e a realização procedimento. O que acontece é que, como citei, esse problema, na maioria das vezes, acomete as
pessoas de mais idade, muitas vezes portadoras já de outras doenças. Esse quadro torna o procedimento cirúrgico para a troca da válvula muito arriscado e, às vezes, até proibitivo.

Troca via transcateter
Para esses casos, hoje já contamos com a possibilidade da troca dessa válvula via
cateterismo. É um procedimento que vem se mostrando muito eficiente quando comparado à cirurgia tradicional e com muito menos risco evidentemente. Conseguimos através de cateter entrar no sistema circulatório, chegar até a válvula aórtica (estenosada), fazer uma dilatação prévia e realizar o implante da prótese valvar. Esse procedimento não requer centro cirúrgico. É feito na sala de cateterismo e a recuperação é extremamente mais rápida. O paciente pode voltar às atividades diárias num prazo muito curto.

 

1 COMMENT

  1. Eu fiz a troca de válvula cardíaca pelo método convencional e gostaria muito que essa cirurgia menos invasiva estivesse disponível também pelo sus daqui a 8 anos.

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