Inteligência Espiritual

0
189

Uma saída para quem busca vaga no mercado de trabalho

Os últimos anos têm sido marcados por sucessivas más notícias no campo das vagas de trabalho. Somente em Bauru, segundo a CAGED, até o final de 2018 cerca de oitocentos postos de trabalho serão fechados. Isso não é uma exclusividade da nossa querida cidade e se repete em todo o Brasil. Esse fato faz com que as empresas sejam mais exigentes não só na hora de decidir quem será demitido, mas, também, quem será contratado. Novas habilidades, capacidades, automotivação, iniciativa, liderança e formação acadêmica são algumas das muitas características exigidas. A pressão pela vaga faz com que o modo de lidar com o outro se torne mais importante do que como lidamos com nós mesmos, quando deveria ser ao contrário. Há décadas o quociente de inteligência (QI) é o método avaliativo mais usado entre os contratantes. Porém, após estudos e pesquisas foi constatado que o resultado obtido não é garantia de sucesso e realização profissional e pessoal.
E é nesse contexto que chegamos a dois novos conceitos que têm ganhado força e se tornando indispensáveis no mercado de trabalho: a inteligência emocional (QE) e a inteligência espiritual (QS). O livro Inteligência Emocional, de 1986, do psicólogo e PHD Daniel Golemam, popularizou o conceito abordando a necessidade do indivíduo identificar e saber lidar com suas próprias emoções. Já o segundo conceito, a inteligência espiritual, é definida pela física e filósofa Dana Zohar como a “fala da alma”. A questão é saber identificar o real significado de algo para si próprio, não apenas como isso afeta a emoção e como se reage a ele. A instabilidade e insegurança nas relações trabalhistas são fatores que contribuem para gerar medo, estresse e apreensão. A forma enxuta na qual as corporações vivem gera maior responsabilidade de seus profissionais e, com isso, a exposição do comportamento fica cada vez mais visível, deixando claro o temperamento explosivo, a dificuldade de trabalhar em equipe e até a timidez excessiva.Para desvencilhar deste cenário, o QS é uma excelente opção. Saber ter domínio dessa inteligência é saber usar o espiritual para ampliar horizontes, tornar-se mais criativo e desenvolver novas capacidades e habilidades como: otimismo, iniciativa, resiliência e adaptação. Dana estabelece 10 práticas inerentes de pessoas com alto índice de inteligência espiritual. São eles:

1. Praticar e estimular o autoconhecimento profundo;
2. Ser levado por valores, ser idealista;
3. Ter capacidade de encarar e utilizar a adversidade;
4. Ser holístico, ou seja, possuir uma visão sistêmica ampliada;
5. Celebrar a diversidade, ou seja, procura entender a diferença e o que ela pode aprender;
6. Ser independente;
7. Perguntar sempre “por quê?”. Eu, Patricia, substituo a pergunta por “para que?”. Pois
perguntando “por que” corre-se o risco de entrar no processo de vitimização enquanto o “para que” faz parte de uma observação que indica aprendizado a cada lição;
8. Ter capacidade de colocar as coisas em um contexto mais amplo;
9. Ter espontaneidade;
10. Ter compaixão.

Mesmo inerentes, esses e outros pontos podem e devem ser aprendidos ou treinados. Como falamos, as empresas estão mais seletivas e ter esse diferencial pode significar uma bela saída para quem busca vaga no mercado de trabalho.

Graduada em marketing, técnica em administração de empresas e possui inúmeros cursos de extensão: empreendedorismo, tecnologia de gestão, matemática financeira e marketing político. Também atua como Diretora Executiva da Central de Produções Filmes. E é a atual presidente da Associação Comercial e Industrial de Bauru (ACIB). E, ainda treinadora, palestrante, empreteca, master em PNL-Programação Neurolinguistica, master em CNV-Comunicação Não Violenta, física quântica e coach de superação.

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here