Infarto em mulheres

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A doença coronária se tornou a principal causa de morte do sexo feminino, mais que o câncer de útero e mama.

Há algumas décadas, admitia-se que a doença arterial coronária era uma doença do homem e, assim, raramente se manifestava na mulher. Desse modo, os sintomas de dor no peito, que sugeririam o diagnóstico de doença coronária no homem, eram subestimados se apresentados por uma mulher.
Na atualidade, essa visão simplista da doença cardiovascular na mulher não mais se justifica. A cada ano, 2,5 milhões de mulheres norte-americanas são hospitalizadas por doença cardiovascular, 500.000 morrem. Desse modo, a doença coronária tornou-se a principal causa de morte no sexo feminino do mundo ocidental, maior que o câncer de útero, de mama ou mortes no parto.
A mudança do padrão de vida das mulheres talvez explique, em parte, a ocorrência de dados tão alarmantes. As mulheres adquiriram hábitos de homem: dietas irregulares e sem restrição de gorduras e carboidratos, fumo, álcool, falta de atividade física regular e de repouso adequado.
Um dos exemplos mais marcantes dessa situação é que, na última década, o declínio do tabagismo foi significativamente maior nos homens que nas mulheres. E entre os adolescentes, as meninas fumam muito mais que os meninos. Como consequência, as mulheres adquiriram múltiplos fatores de risco para a doença cardiovascular: obesidade, hipertensão arterial, dislipidemia, tabagismo e estresse emocional.
É fato conhecido que a mulher está protegida contra a doença cardiovascular durante a idade fértil, pelo possível papel dos estrógenos. Em geral, a doença cardiovascular na mulher se manifesta 10 anos mais tarde que no homem. O infarto do miocárdio na mulher merece consideração especial; embora raramente seja a primeira manifestação da doença coronária na mulher, nela ocorre em idade mais avançada e associa-se sempre a uma mortalidade duas vezes maior que a do homem.
Em estudos, a mortalidade para mulheres e homens foi respectivamente 13% e 7% na fase intra-hospitar e 27% e 15% para os sobreviventes após quatro anos, levando a mortalidade cumulativas de 36% e 21%, respectivamente. No momento do infarto, e em relação aos homens, as mulheres são mais velhas, têm maior número de fatores de risco coronário e outras condições associadas.
Tudo isso deve contribuir para a evolução mais desfavorável do infarto no sexo feminino. Entretanto, com o passar do tempo, quando os ajustes para diferenças de idade e fatores de risco são realizados, as mulheres têm probabilidade de sobrevida igual ou maior que a dos homens.
Atenção: o fato de você sentir uma dor no peito, um enjoo ou um cansaço não significa, é claro, que se trata de um infarto. De qualquer forma, é bom ficar atenta, principalmente se você se encaixa no grupo de risco para sofrer um ataque cardíaco. Somente por meio de exames clínicos é possível saber se a pessoa está tendo um infarto. Por isso, o ideal é que, na dúvida, o paciente vá a um hospital.

Sintomas de infarto:

Os mesmos que aparecem no homem:

Dor no peito em aperto, que pode irradiar para o braço esquerdo, o pescoço, a mandíbula, o estômago e até as costas
Náusea
Vômito
Suor frio
Desmaio

Sintomas atípicos:
(mais frequentes no sexo feminino)

Enjoos
Falta de ar
Cansaço inexplicável

Desconforto
no peito
Arritmia

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