TRATAMENTO DAS DOENÇAS GENGIVAIS: REABILITAÇÃO MUITO ALÉM DA ESTÉTICA – DRA RENATA BLAGITZ

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DRA RENATA BLAGITZ
Cirurgiã-Dentista (IOCP)
Mestre e Doutora em Periodontia (FOB-USP)

Nem todo problema bucal se resume às cáries.
Outra doença frequente na Odontologia é a Doença Periodontal que destrói os tecidos que protegem e
sustentam os dentes – a gengiva e o osso.

A Doença Periodontal é silenciosa, muitas vezes sem sintoma de dor e difícil de ser vista em sua fase inicial. Com o passar da idade, os sinais vão se tornando mais visíveis sendo um problema cada vez mais frequente devido o envelhecimento natural da população.
Fatores Genéticos: Os fatores genéticos determinam a instalação da doença, mas a causa mais conhecida da Doença Periodontal é o Biofilme Microbiano (nome mais adequado para a placa bacteriana). Porém, ela possui outros agravantes que dificultam seu total controle.

SINAIS DA DOENÇA PERIODONTAL:

– Sangramento espontâneo da gengiva causando mau hálito;
– Retração gengival e coloração escura da margem pela presença das bactérias;
– Exposição da raiz do dente, tornando-os sensíveis e mais longos;
– Formação dos “buracos negros” pela destruição gengival entre os dentes.
– Abertura de espaços entre os dentes pelas forças da língua

As condições da gengiva também podem ser influenciadas pela saúde geral e hábitos do paciente, condições não controladas pelo Cirurgião-Dentista. Estas alterações podem ser observadas por exemplo através de mudanças hormonais, como as que ocorrem na gravidez ou diabetes, do tabagismo ou ainda reagem mais que o normal frente ao uso de algumas medicações de uso contínuo.

TRATAMENTO

Querer manter dentes com a Doença Periodontal significa dedicação profissional e comprometimento do paciente pois o tratamento é contínuo, com resultados a médio ou longo prazo nem sempre favoráveis. Além disso, é preciso uma mudança de hábitos com a higiene bucal do dia-a-dia.
Tratamentos: O tratamento da Doença Periodontal sempre envolve raspagem subgengival, que é a limpeza profunda, associada a uma terapia de manutenção (limpezas frequentes). Estas condições são necessárias independente de qualquer outro tratamento.
Também podem se realizar cirurgias de acesso nas regiões mais críticas para melhor remoção das bactérias e preencher áreas de perda óssea com materiais de enxerto. Outras cirurgias melhoram a qualidade de gengiva contribuindo na manutenção dos dentes.
Os dentes podem ser amarrados entre si para estabilizar a situação de mobilidade temporariamente. As Restaurações Estéticas podem cobrir a exposição do dente que dá sensibilidade e compensar as mudanças de posição e espaços criados pela doença.
Tratamento com Aparelhos Ortodônticos pode realinhar os dentes, desde que realizado com conduta cuidadosa do profissional. Infelizmente, com o tempo, os dentes passam a ter mobilidade e tendem a cair. As ausências dentárias exigem uma reabilitação imediata, pois espaços desestruturam a mordida total do paciente. Hoje em dia, é inadmissível que os pacientes fiquem sem dentes mesmo que temporariamente.
Soluções tradicionais como Próteses removíveis, provisórias adesivas e imediatas no momento da cirurgia já podem ser instaladas compensando a perda. São perspectivas possíveis considerando padrões financeiros dos pacientes.

Mas o grande aliado deste tipo de reabilitação é o planejamento com Implantes Osseointegrados, que são parafusos de titânio fixados nas áreas de perda. Eles podem substituir um ou mais dentes, ou ainda todos os dentes com segurança bem maior que uma dentadura. Dentes cimentados, parafusados ou encaixados sobre implantes são uma real possibilidade de reabilitação imediata nestes casos .

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