Em recuperação, mercado imobiliário oferece boas oportunidades, diz Creci

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Evento do Conselho Regional de Corretores de Imóveis de SP. Na foto: o presidente da entidade, José Augusto Viana Neto

Praticamente o último segmento a ser afetado pela crise econômica, o mercado imobiliário já registra crescimento nas vendas nas comparações mensais, mas, mesmo com a demanda em alta, os preços seguem estáveis e quem pretende adquirir a casa própria ainda consegue, neste momento de transição, encontrar bons descontos para imóveis usados.

É o que afirma o presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis de São Paulo (Creci-SP), José Augusto Viana Neto, que esteve ontem em Bauru para uma reunião de trabalho do órgão, realizada na sede do Sebrae-SP. “Antes, os descontos para fechamento de negócios variavam de 3% a 5%, mas, hoje, chegam a 15%, visto que muitos proprietários estão endividados ou querem capitalizar suas empresas. Para quem quiser comprar, o momento ideal é este”, observa.

Segundo o levantamento mais recente do Creci-SP, enquanto, na média estadual, o volume de vendas caiu em 10,92%, no Interior do Estado, o índice cresceu 10,3% em agosto, na comparação com julho. Contribuiu para este resultado, principalmente, a recuperação, ainda que lenta, do nível de emprego, conforme explica Viana Neto.

“As vagas formais têm sido retomadas em um ritmo mais acelerado no Interior do que na região metropolitana. E carteira assinada é fator principal para ter acesso ao financiamento, que é o que movimenta o mercado imobiliário”, observa.

Com a drástica redução no volume de lançamentos devido à redução dos recursos liberados às incorporadoras, os imóveis usados são, hoje, os mais procurados para compra, em especial apartamentos de até três dormitórios, na faixa de R$ 300 mil. Para financiamentos por meio do programa Minha Casa Minha Vida, a predominância tem sido de imóveis até R$ 250 mil.

FUTURO

Já os imóveis de alto padrão têm registrado menor procura, segundo o presidente do Creci-SP, devido aos custos envolvidos. Por isso, os poucos lançamentos previstos são dotados de infraestrutura mais simples, com foco em um público com poder aquisitivo menor.

“Equipamentos mais sofisticados, como piscina, sauna, sala de jogos, academia e espaço gourmet, encarecem o metro quadrado e a taxa condominial. Hoje, as pessoas estão mais cautelosas e evitando despesas muito elevadas”, considera.

A previsão do conselho é de que o mercado imobiliário no Estado registre crescimento real de 0,78% em 2017 e de 2,5% em 2018. Para Viana Neto, o momento positivo pode ser prejudicado, no entanto, pela redução do limite de financiamento de imóveis usados anunciada pela Caixa, banco responsável por 75% dos empréstimos imobiliários.

Até o final de setembro, o teto variava entre 60% e 70%, dependendo da operação contratada, e, agora, passou a 50% do valor do bem. “Isso deve impactar principalmente nas famílias de menor renda. Porém, uma alternativa para suprir esta demanda pode ser o Banco do Brasil, que continua financiando até 90% com praticamente as mesmas taxas de juros”, completa.

https: jcnet.com.br – //www.jcnet.com.br/Geral/2017/11/em-recuperacao-mercado-imobiliario-oferece-boas-oportunidades-diz-creci.html

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