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sábado, 13 de agosto de 2022
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Em apenas seis meses de treino, atleta de fisiculturismo é premiada em todos os campeonatos que já participou

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Dayane Romão sempre gostou de academia, mas foi no final de 2016 que o hobby se tornou algo mais sério. A bauruense virou atleta de fisiculturismo, esporte que tem o objetivo de buscar, por meio da musculação, a melhor formação muscular.

Com as instruções do treinador Vitor Marcato e seguindo uma dieta especial preparada por sua nutricionista, Ingrid Marcato, Dayane participou de cinco campeonatos e uma colocação para o Campeonato Sul-Americano (que não pode comparecer por problemas financeiros), em apenas seis meses de treino.

Depois de um tempo de descanso, ela está se preparando novamente para outros desafios e tem como objetivo principal competir no Sul-Americano e conquistar uma vaga para o Arnold 2018 (um dos campeonatos mais importantes na categoria).

Nós conversamos com a atleta para saber mais sobre como tudo começou, suas rotinas no esporte e quais os planos para o futuro. Confira:

– Dayane, você está competindo há seis meses só, certo? Como surgiu este esporte na sua vida? Por que começou?

Eu comecei a competir no ano passado, mais precisamente em dezembro do ano passado. Desde então, venho competindo. Mas o início, eu confesso que foi do nada. Acabei conhecendo o esporte pelas redes sociais, quando comecei a ver fotos de meninas que competiam e me interessei, já que tudo isso me chamou muito a atenção. Como eu já estava gostando de fazer academia, eu falei: ‘vou enfrentar’! (risos). Acabei me interessando pela categoria ‘biquine’ e comecei a treinar.

– E você já competiu em cinco campeonatos durante este período, né? Você já começou com a intenção de participar de campeonatos?

Sim, eu competi em cinco campeonatos nesse período, ou seja, em seis meses. Um, no ano passado, e os outros quatro neste ano. O primeiro foi o Campeonato Ponchet, em Santos. O segundo foi o campeonato Estreantes, da Confederação Brasileira de Fisiculturismo, Musculação e Fitness (IFBB – Brasil). Depois, participei da Copa Paulista e fui para o Paulista, campeonato de seletiva para a vaga do campeonato Brasileiro. Eu fiquei em terceiro lugar e consegui uma vaga para o Brasileiro. No Brasileiro, eu fiquei em segundo lugar na categoria Junior. Este acabou sendo o último concurso que participei e dele eu peguei vaga para o campeonato Sul-Americano, que será em setembro. Desde que comecei, eu fui em muitos campeonatos seguidos e precisava de um descanso, tanto para a cabeça quanto para o corpo. É um esporte muito cansativo e chega uma hora em que o corpo não aguenta mais.

– Como foi ser a vice-campeã no campeonato brasileiro na categoria Junior? Esperava este resultado?

Na verdade, eu fui para o Brasileiro com muito medo, porque é um campeonato que vai muita gente boa e atletas de alto nível. Eu achei que eu só ia conseguir pegar vaga para daqui dois anos, nunca imaginei que em apenas seis meses eu conseguiria pegar uma vaga para o Brasileiro. Muita gente tenta por dois/ três anos, então foi uma surpresa; fiquei muito feliz com a minha conquista. Só de eu ter conseguido a vaga, mesmo eu não sendo uma colocação boa, eu fiquei muito feliz. Eu fui ao campeonato, me incentivei e dei meu melhor para ver o resultado, mas eu não estava com muita esperança, porque tinham muitas atletas de alto nível que já vinham competindo antes de mim.

– Como é a sua rotina de treinos?

Quando estou em preparação é uma rotina super corrida. Eu acordo cinco horas da manhã e faço aeróbico em jejum, vou trabalhar e depois eu faço o segundo treino de cardio. À noite, eu treino e faço mais um cardio depois da faculdade. Então são três horas de aeróbico por dia mais o treino. Além da dieta, que é super restrita na época de campeonato.

– E como é a sua alimentação?

É restrita na época de preparação para os campeonatos. Eu já fiquei sem comer carboidratos durante um mês. Mas a dieta muda de acordo com o dia a dia e como o meu corpo responde. É bem restrita, com bastante proteína e gordura, e baixo carboidrato. Agora que eu estou tranquila e não vou competir mais esse ano, eu como carboidratos todo dia, mas sempre em uma quantidade certa, nada exagerado.

– De repente você entrou neste mundo: o que os seus amigos comentam? E a sua família? Todos apoiam?

Sim, de repente eu entrei e comecei a fazer essa dieta restrita. Eu já estava fazendo dieta, mas para competir é uma dieta completamente diferente e que não dá para fazer normalmente. Minhas amigas, no começo, acharam estranho; até falaram que eu era doida, mas hoje elas se acostumaram e não ligam mais.

Minha família sempre me apoiou e minha mãe me ajuda muito com as marmitas, mas perdi muita amizade quando comecei esse esporte. Eu já não saía de casa, e depois do esporte, eu passei a não sair realmente. Não tem como, você vai a algum lugar e está todo mundo comendo e eu só eu fico olhando. Em março, por exemplo, foi meu aniversário e saímos para comemorar. Teve bolo e eu não comi. Então, a gente acaba ficando chato porque não pode comer. As pessoas até insistem, mas realmente não podemos.

– Em breve você se tornará arquiteta; dará para conciliar a carreira com o esporte?

Daqui um ano e meio eu vou me formar em arquitetura e pretendo continuar com o esporte e a minha profissão. Para mim, competir é como se fosse um hobby, algo a mais para mim, e acho que não vai atrapalhar em nada. Até porque, quando a gente gosta e ama aquilo que faz, a gente sempre dá um jeitinho e faz de tudo para conciliar as duas coisas. No começo do ano, na minha segunda preparação, eu estava em aula, então não tinha horário para estudar. Eu chegava da academia e ficava até de madrugada fazendo os trabalhos da faculdade. Eu não poderia fazer isso, porque em preparação a gente tem que descansar bem. Mas eu não conseguia, eu não tinha esse tempo, e sempre dava um jeito.

– Você ainda é muito jovem. Você terá algum problema no seu corpo, no futuro, por causa das transformações de agora?

Sim, por isso eu fiquei assustada – eu tenho 21 anos e todo campeonato que eu fui eu peguei premiação. Eu fico muito feliz por isso. Mas não terei problemas porque eu não tomo nenhum tipo de droga. Primeiro porque a minha categoria não necessita, mesmo sabendo que isso iria me ajudar, eu prefiro não tomar porque eu sei que pode dar problemas. Na minha categoria, eles pedem um corpo mais fino, com uma marcação mais leve, não precisa de exageros, então não preciso usar remédios, dá para seguir natural.

– Qual o seu sonho em relação ao esporte?

Meu sonho é ser campeã overall da minha categoria ano que vem. Quero participar do Brasileiro de novo, conseguir uma colocação boa para o Sul-Americano e, dessa vez, ir competir. Eu só não fui esse ano porque eu estava muito cansada e eu tinha pouco tempo de treino, então a minha maturidade muscular, em relação às outras atletas, é menor. Por isso, preferi me preparar melhor para chegar bem, porque a competição é longe e tem um gasto muito grande. Dessa vez, consegui alguns patrocínios com o Corpo em Forma, uma loja de suplementos, com a MZ Wear , de roupas fitness e com a Eat’s Natural, que me fornece pasta de amendoim.

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