É PRECISO FAZER A LIÇÃO DE CASA

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Quem atua no mercado há anos conviveu com cenários econômicos dos mais diversos. Se voltarmos, por exemplo, aos anos 1980, a especulação financeira prevalecia. Não raramente as empresas obtinham maior ganho financeiro do que ganhos em sua operação. Era a chamada ciranda financeira, em que, no overnight, era possível remunerar o capital investimento em mais de 1% ao dia. Isso mesmo 1% ao dia.
Naquela época investir em estoques era uma boa estratégia à medida que a simples virada de mês, permitia “indexar” todos os valores e o empresário entendia este ativo como investimento. Também toda a falta de produtividade das organizações era “mascarada” empurrando para preços as altas de custos. A roda rodava desta maneira.
O tempo passou e a introdução do Real na economia brasileira, e com ele a queda da inflação, exigiu que estas empresas virassem a chave. O controle de custos passou a ser prioridade, e ganhos mais elevados não viriam mais do mercado financeiro e sim do resultado operacional das empresas.
Muitas destas empresas fecharam suas portas, outras se mantiveram e outras tantas foram introduzidas no mercado, o certo é que todas, sem exceção precisam fazer a lição de casa.
A informalidade deve deixar de existir. As organizações não podem ser encaradas como aquelas que “tudo suportam”. Os acionistas precisam ter um mínimo de regras para suas retiradas pró-labore e ainda estabeleceram uma política de reinvestimentos.
O tempo em que o empresário era rico a empresa poderia ficar pobre já passou. Hoje se investe em governança. Nenhuma sucessão familiar, por exemplo, passará impune se não forem discutidas competências de quem adentra nas mesmas, e sem que haja um plano de mudança de comando.

Recursos Humanos
É o ser humano é quem faz a diferença nas organizações, portanto, é por estre prisma que deve ser valorizado

Os funcionários não podem e não devem ser encarados como meras peças na engrenagem. Por mais que as leis trabalhistas prevejam a dispensa sem justa causa, é o ser humano é quem faz a diferença nas organizações, portanto, é por estre prisma que deve ser valorizado.
Em um país dos impostos é imperativo um bom planejamento fiscal. Estudar em detalhes o melhor regimente tributário e praticar todos os negócios dentro da legalidade é um caminho sem volta. O fisco está cada vez mais estruturado e é um engano imaginar que não haverá penalidade a eventual sonegação.
A equipe de vendas tem estar motivada. Os controles internos devem nortear as decisões dos líderes. É preciso entender a dinâmica da empresa, como são seus resultados e como ser flexível para eventuais mudanças estratégicas.
O tamanho da organização deve estar adequado a sua estrutura de capital. Um passo em falso nesta direção pode ser o limite entre o sucesso e o insucesso.
O caixa deve ser saudável. Todos precisam respirar o orçamento da empresa. Se a decisão for para investimentos de longo prazo que isso seja executado com recursos de longo prazo.
Enfim, em ambiente competitivo, em que a tecnologia está disponível a todos, em ainda em ambiente de incertezas como o atual, um erro por menor que seja, pode levar a organização a um caminho de perdas, sem volta.
Assim fazer o que tem que ser feito, ou seja, a lição de casa garantirá vida longa aos negócios. E se há algum momento de equacionar todos os pontos frágeis da empresa este momento é agora.

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