Com tecnologia como aliada, polícia prende mais em Bauru

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Dados da Secretaria de Segurança Pública (SSP) divulgados nesta semana apontam que Bauru vive aumento no número de prisões. Só nos primeiros cinco meses deste ano, 726 detenções foram efetuadas, uma média de cinco por dia. Para fins de comparação, o número é 10% maior do que o registrado no mesmo período em 2015, quando 657 pessoas foram detidas.

A Polícia Militar, responsável pelo maior número de presos, atribui o avanço do uso da tecnologia como aliada no combate ao crime. A expansão do monitoramento eletrônico em comércios e residências tem auxiliado a identificação de malfeitores, assim como uso do radar inteligente pela PM.

Melhores estratégias de uso do efetivo, como a recente centralização de serviços na Polícia Civil e o aprimoramento das equipes de estudo e mapeamentos da Polícia Militar, também são apontadas como medidas que resultaram no maior índice de detenções.

AGILIDADE

A prisão e esclarecimento maior dos crimes, segundo a PM, se deve à agilidade que a tecnologia tem proporcionado no trabalho de levantamento das características de criminosos.

“O monitoramento por imagens se espalhou pela cidade, e mesmo quando a resolução não é tão boa, conseguimos colher características importantes do bandido, algo que geralmente não ocorre no boca a boca”, ressalta o tenente-coronel Flávio Jun Kitazume, comandante do 4.º Batalhão de Polícia Militar do Interior (4.º BPM-I).

Ele também destaca como um dos fatores de contribuição, o amadurecimento da equipe de analistas da PM que trabalha com o mapeamento de ocorrências e direciona as viaturas para as horas e locais de maior incidência de crimes.

Outro ponto importante no combate aos crimes é a recente integração do sistema de radares inteligentes da cidade com o da PM. Com monitoramento e acesso em tempo real, a polícia obtém, de imediato, características e localização de veículos envolvidos em furtos e roubos. “A informação é lançada na rede e a viatura mais próxima é acionada”, detalha Kitazume.

INVESTIGAÇÕES GERAIS

O delegado Seccional Ricardo Martines afirma que a Polícia Civil tem realizado média de 15 prisões em flagrantes e cumprido média de 40 mandados de prisão por mês.

Sonho antigo…

Uma demanda que se arrasta há décadas em Bauru é o videomonitoramento da cidade. Conforme o JC noticiou em abril, parece que o projeto finalmente sairá do papel neste ano. Emenda parlamentar de R$ 300 mil, com contrapartida do município e também do Estado, deve dar o “start” ao sistema de câmeras. Inclusive, dez pontos para serem “vigiados” já estão escolhidos.

Para ele, a recente reestruturação da Polícia Civil e a implantação do Serviço de Investigações Gerais (SIG), que funciona como um dos braços da Central de Polícia Judiciária (CPJ), ajudaram o número a crescer.

“Demos uma nova dinâmica nas investigações com o SIG. Furtos e estelionatos têm sido esclarecidos de forma bem mais rápida”, resume.

A SIG acompanha, distribui e controla o resultado das investigações dos delitos registrados junto aos quatro DPs, à Delegacia da Infância e Juventude (Diju), ao Núcleo Especial Criminal (Necrim) e aos crimes ambientais. O setor também recebe a população para informações sobre ocorrências.

CRIMINALIDADE NA CIDADE

Tanto a Polícia Civil quanto a PM desacreditam que aumento das prisões possa indicar que a criminalidade cresceu no município. “Pelo contrário, o número de furtos e roubos tem baixado e acredito que seja uma tendência”, detalha o delegado seccional de Bauru, Ricardo Martines. Em 2017, o número de mortes violentas, no entanto, foi bem superior aos registrados nos últimos anos. “Essa tem sido nossa maior preocupação. É algo de difícil prevenção, mas temos agilizado o atendimento de brigas em bares e demais ocorrências de desentendimento para tentar evitar mortes”, considera o tenente-coronel Flávio Jun Kitazume.

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