Unesp cria 1ª cerveja saudável que pode evitar desidratação e repor nutrientes durante atividade física

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Pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em Araraquara, desenvolveram a primeira cerveja saudável, com baixo teor alcoólico e propriedades isotônicas.

A bebida puro malte pode evitar a desidratação e repor nutrientes importantes para o corpo durante atividades físicas.

Segundo o estudo, a produção da cerveja não demanda custos além daqueles envolvidos no processo da bebida tradicional.

Além das técnicas e dos ingredientes diferenciados, a cerveja desenvolvida no laboratório da Unesp mostrou-se fiel ao sabor original.

A pesquisa está em busca de empresas parceiras para financiar a produção da cerveja, para que possa ser produzida em larga escala e assim chegar aos mercados para consumo do público.

Vantagens da cerveja saudável

 

A bebida oferece uma série de inovações e benefícios que não são encontrados nas cervejas tradicionais que são comercializadas. Dentre as principais vantagens estão:

  • Baixo teor alcoólico, devido à interrupção da fermentação;
  • Propriedade isotônica, após adição de sais;
  • Hidrata e repõe nutrientes;
  • Contém substâncias antioxidantes naturais, que podem retardar o envelhecimento das células;
  • Produção com baixo custo.

 

A pesquisa desenvolvida pela Unesp Araraquara ouviu 115 voluntários para identificar se a aceitação da cerveja saudável é satisfatória — Foto: Giovanna Gomes / Unsplash / Divulgação
A pesquisa desenvolvida pela Unesp Araraquara ouviu 115 voluntários para identificar se a aceitação da cerveja saudável é satisfatória — Foto: Giovanna Gomes / Unsplash / Divulgação

Pesquisa e avaliação de voluntários

 

O estudo, desenvolvido em programa de doutorado na Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCFar), buscou produzir uma cerveja do tipo Pilsen que preservasse os ingredientes originais, como o malte, lúpulo, levedura e água.

Ao longo dos quatro anos do estudo, sob a responsabilidade da pesquisadora Deborah Oliveira De Fusco, foram produzidos mais de 120 litros da cerveja.

A pesquisa também contou com a participação de 115 voluntários, desde consumidores até potenciais compradores da bebida.

A pesquisa da Unesp Araraquara está em busca de empresas parcerias para financiar a produção da cerveja — Foto: Deborah Oliveira De Fusco/Unesp
A pesquisa da Unesp Araraquara está em busca de empresas parcerias para financiar a produção da cerveja — Foto: Deborah Oliveira De Fusco/Unesp

As avaliações dos voluntários foram reunidas em formulários e analisadas pelos pesquisadores, a fim de identificar se a aceitação da bebida obteve um resultado satisfatório quando comparada a duas cervejas com baixo teor alcóolico já comercializadas no mercado.

“O resultado da análise sensorial foi extremamente satisfatório, pois os consumidores não mostraram preferência por nenhuma das bebidas, indicando que nós atingimos um bom nível de aceitação de sabor “, afirmou o professor orientador do estudo, Gustavo Henrique de Almeida Teixeira.

 

Preparação de fermento para a produção da cerveja saudável em Araraquara — Foto: Deborah Oliveira De Fusco/Unesp
Preparação de fermento para a produção da cerveja saudável em Araraquara — Foto: Deborah Oliveira De Fusco/Unesp

Para tornar a bebida isotônica, foram adicionados sódio e potássio na receita com o objetivo de aumentar a concentração de sais minerais na cerveja. Isso permite seu consumo durante a prática de exercícios físicos, já que tais elementos repõem os nutrientes que são perdidos na transpiração ao longo de um esforço excessivo.

Além da adição dos sais para conferir a propriedade isotônica, a única diferença entre o processo de fabricação da cerveja saudável e o da cerveja tradicional encontra-se na fase de fermentação.

Assim, após a fase de adição das leveduras, o processo de fermentação é interrompido no segundo dia, para que o teor alcoólico da bebida seja controlado e não ultrapasse os 0.2%.

FONTE: G1

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