Período de calor e chuva favorece a proliferação destes insetos e animais em residenciais e condomínios. Confira como prevenir
O Estado de São Paulo vive um momento crítico com a alta de casos de dengue e ocorrências de escorpiões nas residências. Segundo o Painel de Arboviroses de SP, até o momento, final do mês de fevereiro, quase 65 mil casos prováveis de dengue já foram registrados no estado. Em Bauru, o número de habitantes que contraíram a doença já passa de 1 mil, sendo que a região Centro-Oeste Paulista já soma 10 mil notificações.
Em relação aos escorpiões, os números de ocorrências também aumentaram muito no início de 2025 em Bauru. Oficialmente, o último levantamento sobre picadas de escorpião no Brasil é de 2023. Segundo a Agência Brasil, Dados do Ministério da Saúde mostram que pelo menos 202.324 notificações de acidentes com escorpiões foram registradas no país ao longo de 2023.
Mas, para os moradores dos condomínios, quais medidas podem ser tomadas para evitar tanto o mosquito Aedes aegytpi quanto os escorpiões? O síndico profissional e CEO da Sindboss Síndico Profissional, Felipe Fernandes, conta quais medidas podem ser tomadas.
Medidas de prevenção
Fernandes comenta que na gestão de um condomínio, o controle de pragas e insetos é item prioritário para o bem-estar e saúde dos condôminos. “Em relação ao mosquito transmissor da dengue, nos condomínios administrados pela Sindboss, realizamos a verificação periódica do acúmulo de água nas áreas comuns do residencial, fazemos a limpeza e tratamento da água das piscinas, fontes e espelhos de água, inspecionamos o fosso dos elevadores e promovemos durante todo o ano nos canais de comunicação com o morador, campanhas de conscientização sobre evitar água parada em casa e para o uso de repelentes”, explica.
Em relação ao controle de ocorrência de escorpiões nos condomínios, Felipe detalha que o trabalho de prevenção, assim como contra a dengue, precisa ser colaborativo entre a gestão condominial e moradores.
“O condomínio tem a responsabilidade de manter a vegetação dos jardins e áreas verdes sempre aparada e podada, evitar o acúmulo de resíduos e lixos, sempre atento à correta vedação dos sacos e tampas das lixeiras, e realizar o controle de outras pragas e insetos, como por exemplo, as baratas, por meio de dedetizações periódicas”, detalha.
Sobre a responsabilidade do morador, o sindico profissional explica que os condôminos precisam zelar pela limpeza das residências e apartamentos, evitando acúmulo de lixos e entulhos. “Resíduos de construção, como tijolos e telhas, são locais propícios para que o escorpião se esconda. Por isso, o morador que esteja reformando ou construindo precisa dar o destino correto a estes resíduos de obra”, alerta Felipe.
Mito das galinhas como escudo de proteção contra escorpiões
Segundo matéria publicada no portal do Instituto Butantan, é um mito que as galinhas sejam eficazes no processo de controle dos escorpiões. Mesmo que as aves sejam as predadoras do animal, o seu hábito diurno não coincide com o hábito noturno dos escorpiões. “Os animais não se encontram e as aves não podem fazer esse controle. Outra informação importante é que o acúmulo de fezes de galinha é um reservatório do inseto flebotomíneo, que transmite a leishmaniose”, alerta a bióloga e assistente técnica de pesquisa científica e tecnológica do Biotério de Artrópodes do Instituto Butantan, Denise Maria Candido.
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