Pela primeira vez, Sino da Vitória é “tocado” em libras para paciente com deficiência auditiva

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Os pacientes que finalizam o tratamento no setor de Radioterapia do Hospital Unimed Bauru (HUB) comemoram o fim de um ciclo tocando o Sino da Vitória. Esse ritual inclui a leitura de uma mensagem que está afixada em uma placa ao lado do instrumento, feita geralmente por um colaborador do setor (leia a mensagem no fim do texto). Para a paciente Erenita Bueno, que tem deficiência auditiva, esse ritual aconteceu de uma maneira inclusiva.
A leitura da placa foi feita em libras pela colaboradora Camila Faria Guadagnini, com o apoio de Jefferson Rodrigues, do HUB, transmitindo a mensagem de superação e celebração na linguagem adequada ao entendimento da paciente. “Foi uma alta tão emocionante! A paciente e o esposo dela são deficientes auditivos. Para que eles pudessem vivenciar essa experiência tão humanizada que temos aqui, com o Sino da Vitória, a nossa colaboradora treinou durante uma semana para fazer a leitura em libras”, explicou a médica Tatiana Taba.
Ela disse que foi uma surpresa até mesmo para ela. “Foi a primeira vez que atendemos uma paciente com deficiência auditiva. Ao longo do tratamento, tivemos que ajustar a comunicação para transmitir a ela todas as orientações. Ela e o esposo fazem leitura labial e isso colaborou para o entendimento, mas a finalização do tratamento em libras foi uma surpresa até mesmo para mim”, salientou.
Antes de tocar o sino, é feita a leitura da placa, que contém a seguinte mensagem: “Toque esse sino com fé! Que o seu som seja o anúncio de novos tempos de esperança, alegria e saúde. Estamos honrados por ter acompanhado a sua vitória. Parabéns por ter lutado, sido guerreiro e ter enfrentado todas as dificuldades com determinação. Você é um exemplo de força para todos! Bem-vindo à nova fase da sua vida!”. Para dar os parabéns à paciente, todos balançaram as mãos.
Confira no vídeo como foi feito esse ritual, que ajuda na superação desse momento tão delicado, que é o tratamento oncológico.

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