Nome de Ágata, que morreu em 2015 em Bauru, é usado em golpe

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Mãe da garota alerta que perfil na Internet tem pedido doações; ela registrou boletim de ocorrência na Polícia Civil.

 

Um pai na Internet pede ajuda para comprar medicamentos à filha de apenas cinco anos e que estaria internada com câncer. O apelo seria nobre se não fosse pela foto utilizada para chamar atenção dos demais seguidores da página: a de Ágata Munhoz, bauruense que morreu em outubro de 2015, vítima de um tumor cerebral, aos 10 anos. Um boletim de ocorrência (BO) foi registrado pelos familiares da garota na Polícia Civil de Bauru, que vai investigar o caso.

A família de Ágata tomou conhecimento do ocorrido no dia 12 desde mês quando um amigo próximo recebeu, em um grupo de conversa, o pedido de doação em dinheiro com a foto da menina.

A mensagem continha um link que remetia o usuário interessado em contribuir para outra plataforma de doações virtuais, onde o repasse do dinheiro seria efetivado. “Eu não cheguei a ver a publicação, somente uma foto desse perfil pedindo ajuda. Assim que nosso amigo viu o pedido, imediatamente, desqualificou a postagem. Na sequência, outras pessoas do grupo também começaram a mandar mensagens para o perfil”, explica a mãe de Ágata, Eloana Munhoz.

De acordo com a família, minutos depois, a publicação na rede social com o pedido de doação já havia sido excluída.

No mesmo dia em que tomou conhecimento da tentativa de golpe, Eloana foi às redes sociais pedir para que as pessoas não realizassem nenhuma doação por se tratar de uma “vaquinha valsa” e alertou que a filha já havia morrido.

PERFIL ‘FAKE’

O texto publicado no perfil suspeito para angariar doações informa que a suposta menina tinha câncer no pâncreas e precisava de medicamentos caros para o tratamento. Seriam dois remédios a um preço de R$ 1,4 mil cada.

O objetivo da vaquinha virtual era arrecadar R$ 3 mil. Em nenhum dos perfis do suspeito, consta alguma foto, indícios de ser um “fake” tentando mesmo aplicar um golpe.

AÇÃO RÁPIDA

Depois de várias denúncias de parentes e amigos para retirar a publicação falsa de arrecadação virtual, a plataforma responsável pela organização dos pagamentos excluiu o perfil e o pedido de doação.

No site, o responsável pelo pedido estava vinculado à cidade Londrina, no Paraná. A medida rápida da família de Ágata contribuiu para que nenhuma doação fosse concluída.

“Eu nunca usei esse tipo de recurso disponível na Internet, nem quando Ágata estava doente. Nossos amigos e parentes trataram de denunciar de forma rápida e nenhum dinheiro acabou entrando para esse perfil falso”, conclui Eloana Munhoz.

Tristeza e revolta

A denúncia da mãe de Ágata nas redes sociais teve 1.120 compartilhamentos. “Eu fiquei muito chateada. Chorei bastante. Nós todos sofremos muito ainda com a perda da nossa filha e, ao vermos uma pessoa tentando levar vantagem com isso, é muito triste e revoltante”, lamenta Eloana.

Na época do tratamento da menina, o JC produziu diversas matérias reportando a luta de Ágata e os desafios da família. Para se dedicar de forma tão intensa à filha, os pais receberam doações de amigos. Por esse motivo, foi criada a campanha “1 Minuto pela Ágata”, que mobilizou centenas de pessoas.

 

Fonte: https://m.jcnet.com.br/Geral/2019/07/nome-de-gata-que-morreu-em-2015-em-bauru-e-usado-em-golpe.html?utm_source=Whatsapp&utm_medium=referral&utm_campaign=Share-Whatsapp

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