Ministério da Saúde vai adquirir vacina do Butantan ainda nesta semana

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Todas as 46 milhões de doses compradas da Coronavac, da farmacêutica chinesa Sinovac, pelo Instituto Butantan serão repassadas ao Ministério da Saúde. O anúncio foi feito pelos governadores Helder Barbalho (MDB), Wellington Dias (PT) e Fátima Bezerra (PT), do Pará, do Piauí e do Rio Grande do Norte, respectivamente, e confirmado pelo próprio Instituto.

Uma cópia do contrato, que será assinado, ainda nesta semana, foi mostrada aos governadores, em reunião com o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello. Agora, nenhum estado poderá mais fazer negócios com o governo de São Paulo e quem administrará e distribuirá as doses do imunizante chinês será o governo federal.

Em um primeiro momento, na fala dos governadores, havia ficado claro que o Ministério da Saúde compraria as doses do Butantan. Um esclarecimento com mais detalhes desse procedimento, que será através de um fornecimento, veio através de nota do próprio Instituto.

“O Instituto Butantan informa que, em resposta ao Ministério da Saúde, encaminhou, nesta quarta-feira (16), proposta para fornecimento de doses da vacina contra coronavírus ao Programa Nacional de Imunizações (PNI) a partir de janeiro de 2021. O fornecimento das doses pelo Butantan, caso a pasta federal concorde em adquiri-las, ocorrerá tão logo seja definida a situação de registro da vacina pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária)”, revela a nota.

Dessa forma, o Plano Nacional de Imunização passa a contar com a vacina da AstraZeneca e da Universidade de Oxford e a Coronavac.

Pelo cronograma detalhado pelos governadores, o Ministério da Saúde, que já ia receber 15 milhões de doses da vacina de Oxford até fevereiro, agora, também conseguirá 20 milhões de doses da vacina do Butantan até 30 de janeiro.

Para colocar o PNI em prática, em fevereiro, o Brasil terá 35 milhões de doses com Instituto Butantan e Fiocruz juntos. Como os dois imunizantes são de aplicação dupla, pouco mais de 17 milhões de brasileiros serão vacinados.

A vacina da Pfizer será única que poderá ter o pedido de uso emergencial e o número de doses é bem reduzido: 500 mil. Por isso, a rede de frios não precisará ser reestruturada neste momento. O armazenamento desse imunizante requer temperatura de -70*C, que as geladeiras do SUS não comportam.

Em nota, o Ministério da Saúde afirma que o fato anunciado aos governadores é continuidade de um protocolo acertado em outubro.

“Em outubro desse ano, o Ministério da Saúde firmou protocolo de intenções para possível aquisição de 46 milhões de doses da Vacina Butantan-Sinovac/Covid-19, em desenvolvimento pelo Instituto Butantan. O processo de aquisição poderá ter continuidade após aprovação e registro do imunobiológico junto à Anvisa – conforme prevê o artigo 12 da Lei nº 6.360, de 23 de setembro de 1976”, diz a pasta.

Butantan oferecerá vacina

Em nota, o Instituto Butantan afirmou que, “em resposta ao Ministério da Saúde”, enviou uma proposta para fornecimento de doses da vacina contra o novo coronavírus ao Programa Nacional de Imunizações (PNI) a partir de janeiro de 2021.

“O fornecimento das doses pelo Butantan, caso a pasta federal concorde em adquiri-las, ocorrerá tão logo seja definida a situação de registro da vacina pela Anvisa”, informou o instituto.

O instituto afirmou também que o Plano Estadual de Imunização de São Paulo está pronto para começar no dia 25 de janeiro de 2021, mas que, “em caso de definição do PNI, São Paulo seguirá as orientações para as estratégias de vacinação, com definição de grupos prioritários e faseamento”.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/saude/2020/12/16/ministerio-da-saude-vai-comprar-coronavac-ainda-nesta-semana

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