Governo estuda fazer enquete sobre o fim do horário de verão

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A manutenção ou não do horário de verão será uma decisão da Presidência da República. Após a conclusão de estudos que mostram que o horário diferenciado não proporciona economia de energia, o Ministério de Minas e Energia decidiu encaminhar a questão para instâncias superiores. Prevendo polêmica, já que o assunto divide opiniões e tem amantes e detratores, o governo estuda fazer uma enquete nas redes sociais para deliberar sobre o assunto.

O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, evitou qualquer apreciação prévia. Quem vai bater o martelo sobre a questão é o presidente Michel Temer. Se vigorar neste ano, o horário de verão começa em 15 de outubro e termina em 17 de fevereiro.

“Tendo em vista as mudanças no perfil e na composição da carga que vêm sendo observadas nos últimos anos, os resultados dos estudos convergiram para a constatação de que a adoção desta política pública atualmente traz resultados próximos à neutralidade para o consumidor brasileiro de energia elétrica, tanto em relação à economia de energia, quanto para a redução da demanda máxima do sistema”, informou o Ministério das Minas e Energia.

O Ministério das Minas e Energia já havia constatado que a mudança nos hábitos do consumidor e o avanço da tecnologia tornaram inócua a economia de energia que o horário de verão proporcionava no passado. Autoridades do setor elétrico atribuíram sua manutenção a “questões culturais”.

De acordo com esses estudos, não é mais a incidência de luz natural que influencia os hábitos do consumidor, mas, sim, a temperatura. A popularização dos aparelhos de ar-condicionado é uma das principais razões dessa mudança.

 

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