Frota de veículos eletrificados no Brasil supera 400 mil unidades e exige adaptações urgentes nos edifícios residenciais e comerciais
O avanço da mobilidade elétrica já é uma realidade no Brasil. Segundo a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), mais de 400 mil veículos eletrificados circulam pelo país em 2025, após o registro recorde de 177.358 unidades emplacadas em 2024 — crescimento de 91% em relação ao ano.
Esse novo cenário tem levado milhares de condôminos a solicitar a instalação de pontos de recarga em edifícios. Contudo, a maioria dos condomínios ainda não está preparada técnica ou juridicamente para atender essa demanda crescente.
“A frota elétrica cresce numa velocidade muito maior do que a infraestrutura dos prédios. Muitos condomínios não têm sequer previsão legal para esse tipo de instalação”, explica Felipe Fernandes, CEO da Sindboss Síndico Profissional.
Desafios técnicos e estruturais
Instalar carregadores de veículos elétricos em condomínios exige adequações específicas, que vão desde a análise da carga elétrica disponível até a escolha do modelo correto de carregador, como os do tipo Wallbox. O carregamento doméstico mais comum requer equipamentos de 7,4 kW a 22 kW e deve obedecer às normas da ABNT e da concessionária de energia local.
O problema se agrava em condomínios mais antigos, cuja infraestrutura elétrica não foi dimensionada para suportar essa nova carga de consumo.
“É fundamental fazer um estudo de viabilidade técnica antes de qualquer instalação. Isso evita sobrecarga, apagões e até acidentes elétricos. Nosso time técnico acompanha esse processo do começo ao fim”, reforça Felipe Fernandes.
O que diz a lei
Juridicamente, a questão ainda é motivo de debates. Não há uma legislação federal específica sobre recarga de carros elétricos em condomínios. No entanto, o artigo 1.336 do Código Civil garante aos condôminos o direito ao uso da sua propriedade, desde que não prejudique a coletividade.
O ideal é que a instalação de um ponto de recarga passe seja discutido em assembleia, com aprovação da maioria simples. “O síndico precisa agir como mediador e educador. Deve orientar os moradores, propor atualizações no regulamento interno e liderar esse processo com transparência e base legal”, afirma Felipe Fernandes.
Como os condomínios devem se preparar
Alguns condomínios novos já estão se antecipando e criando protocolos internos para viabilizar a instalação individual ou coletiva dos pontos de recarga, prevendo regras sobre fornecimento de energia, rateio de custos, manutenção e uso dos equipamentos.
A orientação da Sindboss é que os síndicos contratem especialistas para:
• Avaliar a capacidade elétrica do prédio;
• Propor atualizações no regimento interno;
• Apresentar soluções viáveis em assembleia;
• Elaborar projetos com ART e acompanhamento técnico.
“O condomínio não pode fechar os olhos para esse tema. Em pouco tempo, a recarga de veículos será uma necessidade cotidiana, como já é a internet ou o gás encanado. Antecipar-se é sinal de boa gestão”, conclui Felipe.
Sobre a Sindboss
A Sindboss é referência em gestão profissional de condomínios em Bauru e região. A empresa atua com foco em eficiência, transparência e inovação, oferecendo desde administração financeira e mediação de conflitos até soluções técnicas para infraestrutura e sustentabilidade.
Comandada por Felipe Fernandes, a Sindboss é responsável pela gestão de dezenas de empreendimentos residenciais e comerciais, promovendo a valorização patrimonial e a harmonia entre moradores.
Siga a Sindboss no instagram @sindboss
