Bauru vive ‘epidemia do abandono’ e até cães de raça são tirados das ruas

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Se durante a pandemia a quantidade de pessoas circulando pelas ruas de Bauru diminuiu por conta do isolamento social, por outro lado, cresceu a quantidade de animais sendo abandonados na cidade. A Organização Não Governamental (ONG) Arca da Fé, por exemplo, afirma que triplicaram os resgates diários por suas equipes no período pandêmico, enquanto o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) de Bauru passou a acolher cães de raça com maior frequência, o que era incomum. Vale lembrar que abandonar animais se enquadra no crime de maus-tratos e, se for comprovada a autoria, quem abandona pode ser preso.

A ONG Arca da Fé costumava ter, em média, 700 animais abrigados por mês. Só que, de um ano para cá, esse número dobrou e já ultrapassa 1.400 animais, entre cães, gatos, cabras, vacas, cavalos, ovelhas, aves, tartarugas, patos e até uma porca.

“O abandono, apesar de muito triste, sempre existiu. Mas o que está acontecendo nesses últimos meses é assustador. Antes da pandemia, nossas equipes faziam de três a quatro resgates por dia. Hoje, são oito, dez, às vezes 12 resgates. E muitos deles são animais que nós percebemos que tinham dono, pois são dóceis e estavam bem cuidados. Então, nós tentamos encontrar o dono, mas como eles não estão aparecendo, concluímos que abandonaram o animal de propósito”, relata a ativista e presidente da ONG, Vanessa Araújo.

Para a ativista, o aumento do abandono está atrelado principalmente à crise econômica provocada pela pandemia. “Muitas pessoas perderam o emprego, precisaram mudar de casa, até de cidade, e já não têm mais condições de manter os animais de estimação. Então, decidem abandoná-los e transformam isso em um problema de saúde pública. Porque, na rua, esses animais ficam sem comida, sem abrigo, podem ser atropelados, ficam doentes e até podem transmitir doenças para seres humanos.”

Essa questão também foi analisada pela médica veterinária e chefe da Seção de Controle de Zoonoses da prefeitura, Valéria Medina. “Houve um sensível aumento na quantidade de denúncias de pessoas que mudam de casa e abandonam animais no imóvel. Muitos deles são cães de raça. Por causa disso, e também pelo abandono nas ruas, desde outubro do ano passado, o CCZ está em sua capacidade máxima”, explica, informando que, neste momento, cerca de 100 animais, entre cães e gatos, estão sendo cuidados pelo órgão.

Se durante a pandemia a quantidade de pessoas circulando pelas ruas de Bauru diminuiu por conta do isolamento social, por outro lado, cresceu a quantidade de animais sendo abandonados na cidade. A Organização Não Governamental (ONG) Arca da Fé, por exemplo, afirma que triplicaram os resgates diários por suas equipes no período pandêmico, enquanto o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) de Bauru passou a acolher cães de raça com maior frequência, o que era incomum. Vale lembrar que abandonar animais se enquadra no crime de maus-tratos e, se for comprovada a autoria, quem abandona pode ser preso (leia mais na página ao lado).

A ONG Arca da Fé costumava ter, em média, 700 animais abrigados por mês. Só que, de um ano para cá, esse número dobrou e já ultrapassa 1.400 animais, entre cães, gatos, cabras, vacas, cavalos, ovelhas, aves, tartarugas, patos e até uma porca.

“O abandono, apesar de muito triste, sempre existiu. Mas o que está acontecendo nesses últimos meses é assustador. Antes da pandemia, nossas equipes faziam de três a quatro resgates por dia. Hoje, são oito, dez, às vezes 12 resgates. E muitos deles são animais que nós percebemos que tinham dono, pois são dóceis e estavam bem cuidados. Então, nós tentamos encontrar o dono, mas como eles não estão aparecendo, concluímos que abandonaram o animal de propósito”, relata a ativista e presidente da ONG, Vanessa Araújo.

Para a ativista, o aumento do abandono está atrelado principalmente à crise econômica provocada pela pandemia. “Muitas pessoas perderam o emprego, precisaram mudar de casa, até de cidade, e já não têm mais condições de manter os animais de estimação. Então, decidem abandoná-los e transformam isso em um problema de saúde pública. Porque, na rua, esses animais ficam sem comida, sem abrigo, podem ser atropelados, ficam doentes e até podem transmitir doenças para seres humanos.”

Essa questão também foi analisada pela médica veterinária e chefe da Seção de Controle de Zoonoses da prefeitura, Valéria Medina. “Houve um sensível aumento na quantidade de denúncias de pessoas que mudam de casa e abandonam animais no imóvel. Muitos deles são cães de raça. Por causa disso, e também pelo abandono nas ruas, desde outubro do ano passado, o CCZ está em sua capacidade máxima”, explica, informando que, neste momento, cerca de 100 animais, entre cães e gatos, estão sendo cuidados pelo órgão.

MENOS ADOÇÕES

Em contrapartida, houve uma brusca redução na quantidade de adoções, tanto no CCZ quanto na ONG Arca da Fé, fator importante para “equilibrar” o número de animais abrigados. “Por conta da pandemia, não podemos fazer as campanhas, que ajudavam bastante a chamar a atenção para isso”, explica Valéria Medina.

Já na Arca da Fé, a queda foi ainda mais sensível. “Antes do período pandêmico, usávamos nosso ônibus para levarmos os animais até feiras e outros locais e tínhamos de 60 a 70 doações por mês. Agora que não podemos mais fazer isso, por conta da pandemia, não temos nem 10 adoções por mês”, afirma Vanessa Araújo. Ela relata que, em 2021, só dois cães foram adotados.

SERVIÇO

Interessados em adotar um animal resgatado pela Arca da Fé devem entrar em contato pelo Whats ou ligar para (14) 99889-8178. A ONG também aceita doações em dinheiro, ração, medicamentos, cobertores, toalhas, jornais, materiais de construção em geral, panelas velhas, latinhas de metal e óleo de cozinha usado, que podem ser feitas pelo mesmo celular, além de pedidos de resgate e outras informações.

Já no CCZ, as adoções são realizadas sob agendamento de segunda a sexta-feira, das 9h às 16h, na quadra 1 da rua Henrique Hunzicker, no Jardim Bom Samaritano. Mais informações pelos números (14) 3103-8050 e (14) 3103-8055. Animais doados pelos dois órgãos são castrados, vermifugados e vacinados.

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Para o diretor do Departamento de Saúde Coletiva da Prefeitura de Bauru, Luiz Cortez, a guarda responsável e a castração em massa são os principais fatores para reduzir a quantidade de animais na rua e conter o abandono. A primeira delas seria a guarda responsável, que consiste em investir na educação de base e conscientizar as pessoas que os animais precisam de atenção, cuidado médico, vacinas, castração, alimentação, e que podem transmitir doenças se não estiverem sendo bem cuidados ou podem se reproduzir indevidamente.

“Uma outra medida para diminuir a quantidade de animais abandonados seria a castração. Só que, para que ela tenha efeitos significativos, é importante que seja feita em larga escala, porém, o custo disso é muito elevado”, explica Cortez.

Segundo o diretor, a Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semma) tem parcerias com clínicas da cidade para oferecer o serviço de forma gratuita, mas é necessário que o tutor interessado atenda alguns requisitos e passe por uma triagem social. Mais informações pelos números 3234-6849 ou 3239-2766.

CASTRAMÓVEL

Já o serviço do Castramóvel, que oferece castração gratuita de cães e gatos, foi paralisado durante a pandemia, para garantir a segurança dos veterinários que trabalhavam dentro do veículo. “Agora, estamos estudando uma forma de promover o serviço de castração em maior volume para colaborar na redução da população de animais na rua”, finaliza Cortez.

Fonte: https://www.jcnet.com.br/noticias/geral/2021/02/749493-bauru-vive–epidemia-do-abandono–e-ate-caes-de-raca-sao-tirados-das-ruas.html#.YCj9wKbLCtw.whatsapp

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