A era pós-Bohemian

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O cinema sempre fez filme de super-herói. O problema é que, até 1989, quando “Batman”, de Tim Burton, estourou, poucos realmente davam certo por conta das limitações dos efeitos especiais. Havia, por exemplo, uma produção inteira do Quarteto Fantástico, editada e finalizada, que jamais foi lançada. Até o finado Stan Lee riu quando viu. O caso mais clássico e bem-sucedido, até então, era mesmo “Superman – O Filme” (1978). O tempo passou, os efeitos chegaram para valer e, desde o fim dos anos 80, os super-heróis dominam tudo.

Um outro gênero que também sempre existiu, contudo, ensaia fazer frente a essa espetacular hegemonia: as poderosas cinebiografias – especificamente, as musicais. Parece um tanto óbvio que um filme sobre o Queen já nasceria predestinado ao sucesso. “Bohemian Rhapsody” foi além: arrebatou público de diferentes faixas etárias, ganhou o Globo de Ouro e consagrou o ator norte-americano Rami Malek (que eu achei um pouco mirrado para encarnar um Freddie Mercury grandioso nas telonas, mas virou).

Vem mais por aí: 2019 será o ano do filme “Minha Fama de Mau”, com Chay Suede no papel de Erasmo Carlos. A direção é de Lui Farias. Não deve decepcionar, bicho.

E, claro, “Rocketman”, com direção de Dexter Fletcher, que contará a trajetória de Elton John – vivido pelo galês Taron Egerton. Que, por sinal, nasceu em 10-11-1989, um mês depois do lançamento daquele “Batman” de Tim Burton que inaugurou a era recente dos super-heróis.

Os novos heróis serão personagens reais? Desses de microfones nas mãos, estádios lotados e hits nas rádios? Um internauta (não marquei o nome dele) se entusiasmou e já fez a relação completa: para ele, no rastro de “Bohemian Rhapsody” e “Rocketman”, virão produções sobre David Bowie, Michael Jackson, Rolling Stones e Beatles, nessa sequência, até 2022.

E olha que ele se esqueceu de “The Dirt”, longa sobre a banda de heavy metal Mötley Crüe, que será lançado ainda em 2019 pela Netflix.

Fato é que que, em 2020, por aqui, deve sair o filme sobre Roberto Carlos. E, no plano mundial, um sobre Amy Winehouse. Dá para duvidar dos superpoderes desses nomes nas bilheterias?

Fonte: https://m.jcnet.com.br/editorias_noticias.php?codigo=254620?utm_source=Whatsapp&utm_medium=referral&utm_campaign=Share-Whatsapp

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