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Semana Mundial da Alergia 2026: entre 30% e 40% da população mundial possui o problema e precisa de cuidados


As doenças alérgicas estão entre os problemas de saúde que mais crescem no mundo. Na Semana Mundial da Alergia 2026, realizada entre os dias 21 e 27 de junho, a Organização Mundial da Alergia (WAO) traz, neste ano, o tema “O Cuidado em alergia é um cuidado essencial à saúde”.
Atualmente, a WAO estima que entre 30% e 40% da população mundial conviva com algum tipo de alergia. O cenário futuro, contudo, é ainda mais preocupante, pois especialistas alertam que, nas próximas décadas, mais da metade das pessoas no planeta poderá ser afetada. Entre os principais fatores associados a esse avanço contínuo estão a urbanização acelerada, a poluição atmosférica, as mudanças climáticas, as alterações ambientais e as transformações no estilo de vida moderno.
Apesar da alta prevalência, essas condições ainda são frequentemente subestimadas, sendo tratadas como desconfortos passageiros, uma percepção que está distante da realidade vivida pelos pacientes. Sintomas como espirros, coriza ou coceiras ocasionais, a longo prazo, podem comprometer severamente a rotina de crianças e adultos.
Segundo a médica alergista, Daniela Banwart, cooperada da Unimed Bauru “as doenças alérgicas estão associadas à perda de produtividade, faltas escolares, afastamentos do trabalho, prejuízos à saúde mental, redução da qualidade de vida e aumento dos custos para famílias e sistemas de saúde”.
A rinite alérgica, uma das doenças crônicas mais comuns entre a população, compromete o sono e afeta a concentração. Já a asma permanece entre as principais doenças respiratórias crônicas do mundo, sendo responsável por crises graves, atendimentos de emergência, hospitalizações e até mesmo mortes que poderiam ser evitadas com diagnóstico e tratamento adequados.
As doenças alérgicas da pele também têm impacto expressivo na saúde pública. Pacientes com dermatite atópica convivem frequentemente com coceira intensa, lesões extensas, infecções recorrentes, distúrbios do sono e sofrimento emocional.
Outro exemplo é a urticária crônica, caracterizada por placas avermelhadas, coceira intensa e episódios recorrentes de inchaço, que podem persistir por meses ou anos, causando um prejuízo na qualidade de vida comparável ao de condições cardiovasculares.
As dermatites de contato também figuram entre as principais doenças ocupacionais globais, afetando a qualidade de vida de profissionais da saúde, indústria, limpeza e estética expostos a agentes alérgenos.
Entre todas as manifestações, a mais grave é a anafilaxia, uma emergência médica potencialmente fatal que pode ser desencadeada por alimentos, medicamentos ou picadas de insetos. Ela evolui rapidamente com comprometimento respiratório e cardiovascular, podendo levar ao óbito em poucos minutos sem o devido socorro.
No Brasil, esse panorama enfrenta desigualdades de acesso à saúde, principalmente pelo atendimento especializado ser concentrado em poucas regiões. A médica aponta que essa centralização acarreta atrasos diagnósticos e complicações evitáveis.
Para a especialista o caminho para mudar essa realidade exige “conscientização sobre essas doenças, além de reconhecer a importância da expansão do tratamento adequado”, concluiu.
Serviço
Mais informações e entrevista: (14) 997897042 – Dra Daniela Tibúrcio Rigotto Bannwart

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