Um estudo recente aponta que parar de fumar pode ajudar a desacelerar a perda cognitiva, mesmo quando a decisão é tomada na meia-idade. A pesquisa analisou milhares de pessoas ao longo dos anos e identificou que ex-fumantes apresentam um declínio mais lento da memória e de outras funções cerebrais em comparação com quem continua fumando.
Os resultados indicam que abandonar o cigarro pode reduzir danos causados ao cérebro, como inflamações e problemas nos vasos sanguíneos, fatores diretamente ligados ao envelhecimento cognitivo e ao risco de demência. Mesmo quem para de fumar mais tarde ainda pode obter benefícios relevantes para a saúde mental.
Apesar dos achados positivos, os pesquisadores destacam que o estudo mostra uma associação, não uma relação de causa e efeito definitiva. Ainda assim, as evidências reforçam a importância de abandonar o tabagismo como estratégia não só para a saúde física, mas também para preservar o funcionamento do cérebro ao longo da vida.

