‘O agente secreto’, ‘Bugonia’, ‘F1’, ‘Frankenstein’, ‘Hamnet’, ‘Marty Supreme’, ‘Uma batalha após a outra’, ‘Valor sentimental’, ‘Pecadores’ e ‘Sonhos de trem’ concorrem. Veja críticas e ranking.
A disputa entre o Oscar 2026 de melhor filme pode estar entre “Uma batalha após a outra” e “Pecadores” — seja como for, o mundo conhecerá o ganhador dessa corrida de dois cavalos neste domingo (15).
Mas não é todo mundo que vai concordar com a escolha. O Brasil, claro, vai ficar insatisfeito. Afinal, “O agente secreto” é um dos indicados.
Há quem diga também que alguns dos melhores filmes do ano de verdade sequer foram lembrados (como aconteceu com “Foi apenas um acidente”, o melhor de 2025 para o g1).
Por isso, o g1 lista abaixo todos os dez filmes que concorrem na categoria principal da premiação americana, do pior para o melhor:
10 – ‘Frankenstein’
Jacob Elordi em cena de ‘Frankenstein’ — Foto: Ken Woroner/Netflix
“Frankenstein” é o resultado imperfeito do talento inegável de seu criador, o diretor Guillermo del Toro. Tecnicamente impressionante, sim. Até belo, em muitos momentos. Mas longo e instável, como se a obsessão de seu criador impedisse o corte de excessos desnecessários, que prejudicam ritmo e cadência. Leia a crítica de ‘Frankenstein’.
9 – ‘Marty Supreme’
Timothée Chalamet em cena de ‘Marty Supreme’ — Foto: Divulgação
Poucos filmes de 2025 começam tão bem quanto “Marty Supreme”. Talvez nenhum. Pena que dure pouco. Talvez empolgado pela boa abertura, o filme entra então num loop cansativo de trambicagens do protagonista que faz o público questionar por que deveria se importar com ele. Leia a crítica de ‘Marty Supreme’.
8 – ‘F1’
Javier Bardem e Brad Pitt em cena de ‘F1: O filme’ — Foto: Divulgação
Pode ser a mais nova tentativa desesperada de fazer americanos se apaixonarem pela Fórmula 1? Sim. E daí? Pode ser uma versão sobre rodas de “Top Gun: Maverick” (2022), com quem compartilha o diretor Joseph Kosinski? Sim. E daí? Pode ser previsível toda vida e um tanto mais longo do que deveria? Sim. E daí? O representante dos “filmes de pai” entre os indicados supera todos esses problemas mais gritantes com o carisma de um elenco afiado e corridas filmadas com maestria. Leia a crítica de ‘F1’.
7 – ‘Sonhos de trem’
Joel Edgerton estrela o drama ‘Sonhos de Trem’, indicado a quatro Oscars — Foto: Divulgação
Desde o começo, “Sonhos de Trem”, filme que tem o brasileiro Adolpho Veloso também indicado pela fotografia, o seu ponto forte já fica claro logo na sua primeira cena: cada imagem é de uma beleza incrível e hipnótica que não dá para resistir. Só que tanta beleza não é suficiente para esconder o fato de que o longa traz uma história que, apesar de interessante, é contada da maneira mais convencional possível. Leia a crítica de ‘Sonhos de Trem’.
6 – ‘Hamnet: A vida antes de Hamlet’
Jessie Buckley (ao centro) interpreta Agnes em ‘Hamnet: A Vida Antes de Hamlet’, de Chloé Zhao — Foto: Divulgação
“Hamnet: A Vida Antes de Hamlet” é uma das experiências mais intensas e emocionantes que o cinema americano recente foi capaz de criar. O filme lida com temas pesados como o luto e a revolta de perder tão cedo uma pessoa amada de forma honesta e palpável, sem parecer artificial e piegas, algo que poderia facilmente acontecer em tramas como essa. Leia a crítica ‘Hamnet: A Vida Antes de Hamlet’.
5 – ‘O agente secreto’
Wagner Moura em cena de ‘O Agente Secreto’ — Foto: Divulgação
O filme pode não ser necessariamente o melhor que o ator Wagner Moura e o diretor Kleber Mendonça Filho realizaram separadamente. Mas, com a união de duas das mais celebradas forças do cinema brasileiro, “O agente secreto” resulta em algo mais do que a soma de suas partes. Depois de um começo arrebatador, o filme constrói uma viagem gostosa por gêneros, expectativas e referências. Leia a crítica de ‘O agente secreto’.
4 – ‘Pecadores’
Michael B. Jordan interpreta irmãos gêmeos no filme ‘Pecadores’ — Foto: Divulgação
‘Pecadores’ apresenta um interessante e envolvente drama racial protagonizado por dois irmãos (um Michael B. Jordan em dose dupla, o que nunca machuca) que buscam superar as dificuldades para ter uma vida melhor e, também, uma história de suspense e terror da melhor qualidade. Algo que agrada os fãs do gênero e mesmo aqueles que não se interessam tanto por sustos e sangue. Ah, sim, tem também a melhor cena em plano sequência do ano. Leia a crítica de ‘Pecadores’.
3 – ‘Uma batalha após a outra’
Leonardo DiCaprio e Benicio del Toro em cena de ‘Uma batalha após a outra’ — Foto: Divulgação
Uma obra-prima não precisa ser perfeita. “Uma batalha após a outra” é prova disso. A sátira certeira sobre autoritarismo nos Estados Unidos mistura humor, ação, acidez e debate social com a qualidade habitual do diretor Paul Thomas Anderson, um dos melhores de sua geração. Tanto que vai ganhar seu primeiro Oscar este ano – e, por mais que esteja na terceira colocação nesta lista, deve levar também a estatueta de melhor filme. Leia a crítica de ‘Uma batalha após a outra’.
2 – ‘Bugonia’
Emma Stone, Aidan Delbis e Jesse Plemons em cena de ‘Bugonia’ — Foto: Divulgação
A indicação de “Bugonia” a melhor filme no Oscar 2026 pegou muita gente de surpresa – mas não deveria. Esta é, afinal, a quarta e melhor edição da parceria mais querida de Hollywood nos últimos anos, entre o diretor Yorgos Lanthimos e a atriz Emma Stone. Mais estranho que a premissa, no entanto, é a aparente surpresa de que um mestre do bizarro faça um de seus melhores trabalhos exatamente ao pesar a mão na bizarrice. Leia a crítica de ‘Bugonia’.
1 – ‘Valor sentimental’
Renate Reinsve e Inga Ibsdotter Lilleaas em cena de ‘Valor sentimental’ — Foto: Kasper Tuxen/Divulgação
Não é sempre que o melhor dos indicados ganha. “Valor sentimental” não tem muitas chances de vencer como melhor filme, mas é daqueles filmes raros, que espalham por conta própria inúmeras armadilhas apenas para desviar deles – e que, no processo de evitar um melodrama barato, encontra beleza na humanidade real por trás de complicações familiares. Ou pode ser que seja o contrário, e que a obra norueguesa, principal concorrente de “O agente secreto” na categoria de melhor filme internacional, tenha encontrado tal beleza e então evitado o melodrama. É difícil dizer. Leia a crítica ‘Valor Sentimental’.

