O deputado federal Capitão Augusto (PR-SP) afirma que vai manter a mesma postura política no segundo mandato, que começa no mês que vem, mas estará mais perto dos municípios e atuando em causas regionais. O parlamentar lembra que aumentou bastante sua votação e está de mudança de Ourinhos para Bauru. Ele é ainda candidato a presidente da Câmara dos Deputados, e acredita ser possível chegar ao segundo turno da disputa. Já nos assuntos da região, a manutenção da Estação Aduaneira do Interior (Eadi) em Bauru é a prioridade e o assunto deve ser levado ao governo federal na semana que vem.
O deputado fez uma visita ao Espaço Café com Política do JC e destacou como pretende atuar a partir de agora. “A votação que eu tive mostra que o trabalho foi bem feito e devo manter a mesma postura, mas agora atuando mais no desenvolvimento regional. Uma coisa que eu vou mudar é ficar mais perto da região. No primeiro mandato eu atuei muito dentro da Câmara, fiz muita coisa nas Comissões, e participava de maneira ativa na votação de projetos. Mas eu vi que nas eleições as pessoas estão mais preocupadas do que estamos fazendo em benefício dos municípios. Vou fazer o que é necessário na Câmara, só que irei reduzir, e atuar mais nos ministérios para as demandas da região”, afirma. Capitão Augusto é amigo do presidente Jair Bolsonaro (PSL), e acredita que isso vai ajudar.
De acordo com ele, apenas as emendas são insuficientes. “As minhas emendas parlamentares não são suficientes para atender a todos os municípios. Nas cidades pequenas até ajuda bastante, mas em cidades maiores, como Bauru, eu mandei R$ 4 milhões em emendas, mas isso é pouco diante do que a cidade precisa. E com uma atuação nos ministérios, conseguimos R$ 30 milhões para a habitação do Jardim Europa. Ou seja, a verba que a gente pode conseguir dessa outra maneira é muito maior. Então, farei um trabalho mais perto, e agora tenho a facilidade de ter amizade com o presidente Bolsonaro e com vários ministros”, lembra. “As demais propostas minhas permanecem, que são a segurança, a questão das entidades filantrópicas e na saúde, com o combate ao câncer, e os rodeios. Apenas essa forma de atuação que vou mudar desta vez”, aponta.
EMPREGOS
A maior necessidade para a região de Bauru é a geração de empregos, acredita Capitão Augusto. A proposta é atrair mais empresas. “A geração de emprego é o que mais a gente tem percebido como pedido. Vou usar parte das emendas parlamentares que eu tenho para ajudar na estrutura dos distritos industriais de Bauru, e ajudar a trazer mais empresas grandes para a cidade, porque reflete em toda a região. Grandes empresas compram muitas peças em empresas terceirizadas na região onde estão, o que ajudará as outras cidades também. Nesse mandato, vou destacar a geração de empregos como a minha prioridade de atuação”, frisa.

Parlamentar defenderá Eadi em SP e Brasília
A luta para que a Estação Aduaneira do Interior (Eadi) permaneça em Bauru será encampada mesmo após liminar que concedeu a permanência (leia na página 3). “No domingo (hoje), estarei com o vice-governador Rodrigo Garcia e vamos pedir ao governo estadual para que eles nos ajudem e já pedi reunião com o presidente Jair Bolsonaro, para que o prazo de permissão da empresa atual seja prorrogado. A região precisa continuar com a Eadi e vamos lutar para isso”, reiteirou.
Ele visitou a Eadi na última sexta-feira e conversou com a secretária de Desenvolvimento Econômico, Aline Fogolin, pois a Prefeitura de Bauru tem a preocupação de que a cidade fique sem o espaço.
Grande região vai ter 2 deputados na Câmara Federal
Ao lado de Capitão Augusto (PR-SP), o deputado federal eleito Rodrigo Agostinho (PSB-SP) vai ser o outro parlamentar da região.
Eles serão os únicos deputados de uma grande região que inclui ainda Jaú, Ourinhos, Avaré, Marília, Assis, Lins, Araçatuba e Presidente Prudente. O deputado garante que mesmo em posições ideológicas distintas, pode atuar com Rodrigo em assuntos regionais.
“Eu conheço ele e vamos trabalhar pela região. Já conversei com ele, disse que não é necessário ficar enciumado ou algo do tipo, pois há espaço para todos, vamos ser apenas dois deputados para uma grande região do estado que precisará muito da gente agora”, finaliza.

| Arquivo/Agência Brasil |
| Mesmo sem apoio do PSL, que está com Rodrigo Maia, deputado acredita que é possível vencer |
Candidato a presidente da Câmara
O parlamentar é candidato a presidente da Câmara dos Deputados, na eleição em fevereiro. Mesmo sem o apoio do PSL, que vai apoiar Rodrigo Maia (DEM), ele acredita que é possível chegar ao segundo turno e vencer. “O meu projeto é coletivo, não é uma vaidade pessoal de querer ser presidente. Caso eu ganhe, poderei ajudar o presidente Bolsonaro e também trazer recursos para a região. A minha candidatura é viável, porque o Rodrigo Maia vai para o segundo turno, mas a minha disputa é com outros deputados, como o JHC, Alceu Moreira, Fabinho Ramalho e Marcelo Freixo. Mantenho bom relacionamento com todos eles, mas tenho no momento mais condição para ter a votação necessária para chegar ao segundo turno, com pelo menos 110 votos, e aí os partidos de esquerda vão acabar apoiando o Rodrigo Maia. O antipetismo pode fazer com que muitos deputados votem em mim, pois a votação é secreta, e a eleição ficaria aberta e com possibilidade de ganhar”, analisa.
Fonte: https://m.jcnet.com.br/Politica/2019/01/capitao-augusto-vai-se-dedicar-a-demandas-regionais-em-brasilia.html?utm_source=Whatsapp&utm_medium=referral&utm_campaign=Share-Whatsapp&fbclid=IwAR2PhS305GIubjA0H0ASldrbKf9nc6eiwp8U9kj-1zDF-36oyA1fPxXCfE4